JORNADA DE ORAÇÃO PELO BRASIL

JORNADA DE ORAÇÃO PELO BRASIL

 Dia de “Corpus Christi”
15 de junho de 2017

 A verdadeira paz começa no seu coração

Diante do grave momento vivido por nosso país, dirijamos nossa oração a Deus, para que dê a paz ao Brasil e ao mundo inteiro. “Reconhecemos a necessidade de rezar constantemente pela paz, porque a oração protege o mundo e o ilumina. A paz é o nome de Deus”. (Papa Francisco)

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Vivemos um momento triste, marcado por injustiças e violência. Necessitamos muito do vosso amor misericordioso, que nunca se cansa de perdoar, para nos ajudar a construir a justiça e a paz, em nosso país.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Estamos indignados, diante de tanta corrupção e violência que espalham morte e insegurança. Pedimos perdão e conversão. Cremos no vosso amor misericordioso que nos ajuda a vencer as causas dos graves problemas do País: injustiça e desigualdade, ambição de poder e ganância, exploração e desprezo pela vida humana.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Ajudai-nos a construir um país justo e fraterno. Que todos estejam atentos às necessidades das pessoas mais fragilizadas e indefesas! Que o diálogo e o respeito vençam o ódio e os conflitos! Que as barreiras sejam superadas por meio do encontro e da reconciliação! Que a política esteja, de fato, a serviço da pessoa e da sociedade e não dos interesses pessoais, partidários e de grupos!

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Vosso Filho, Jesus, nos ensinou: “Pedi e recebereis”. Por isso, nós vos pedimos confiantes: fazei que nós, brasileiros e brasileiras, sejamos artesãos da paz, iluminados pela Palavra e alimentados pela Eucaristia.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Vosso filho Jesus está no meio de nós, no Santíssimo Sacramento, trazendo-nos esperança e força para caminhar. A comunhão eucarística seja fonte de comunhão fraterna e de paz, em nossas comunidades, nas famílias e nas ruas. Seguindo o exemplo de Maria, queremos permanecer unidos a Jesus Cristo, que convosco vive, na unidade do Espírito Santo. Amém!

(Pai nosso! Ave, Maria! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!)

Pela Ética na Política

Brasília-DF, 19 de maio de 2017
P – Nº 0291/17

Pela Ética na Política
Nota da CNBB sobre o Momento Nacional

“O fruto da justiça é semeado na paz” (Tg 3,18)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, unida aos bispos e às comunidades de todo o país, acompanha, com espanto e indignação, as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a Constituição, Art. 37, é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra, sob pena de não poder exercer o cargo que ocupa.

Tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum.

A superação da grave crise vivida no Brasil exige o resgate da ética na política que desempenha papel fundamental na sociedade democrática. Urge um novo modo de fazer política, alicerçado nos valores da honestidade e da justiça social. Lembramos a afirmação da Assembleia Geral da CNBB: “O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre os interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção”.

Recordamos também as palavras do Papa Francisco: “Na vida pública, na política, se não houver a ética, uma ética de referimento, tudo é possível e tudo se pode fazer” (Roma, maio de 2013). Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito.

Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nos ajude a caminhar com esperança construindo uma nova sociedade.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

 

fonte cnbb.org

Nota da CNBB sobre a realidade atual do Brasil

 

CNBB

“Pratica a justiça todos os dias de tua vida e não sigas os caminhos da iniquidade” (Tb 4, 5)

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 10 a 12 de março de 2015, manifesta sua preocupação diante do delicado momento pelo qual passa o País. O escândalo da corrupção na Petrobras, as recentes medidas de ajuste fiscal adotadas pelo Governo, a crise na relação entre os três Poderes da República e manifestações de insatisfação da população são alguns dos sinais de uma situação crítica que, negada ou mal administrada, poderá enfraquecer o Estado Democrático de Direito, conquistado com muita luta e sofrimento.

Esta situação clama por medidas urgentes. Qualquer resposta, no entanto, que atenda antes ao mercado e aos interesses políticos que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e desvia-se do caminho da justiça. Cobrar essa resposta é direito da população, desde que se preserve a ordem democrática e se respeitem as instituições da comunidade política.

Diante das suspeitas de corrupção na gestão do patrimônio público, manifestamos nossa firme convicção de que a justiça e a ética requerem uma cuidadosa apuração dos fatos e a responsabilização, perante a lei, de eventuais corruptos e corruptores. Enquanto a moralidade pública for olhada com desprezo ou considerada um empecilho à busca do poder e do dinheiro, estaremos longe de uma solução para a crise vivida no Brasil. A solução passa também pelo fim do fisiologismo político que alimenta a cobiça insaciável de agentes públicos, comprometidos com a manutenção de interesses privados. Urge, ainda, uma profunda reforma política que renove em suas entranhas o sistema político em vigor.

Comuns em épocas de crise, as manifestações são um direito democrático que deve ser assegurado a todos pelo Estado. O que se espera é que sejam pacíficas. “Nada justifica a violência, a destruição do patrimônio público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência. Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao seu descrédito” (Nota da CNBB 2013).

Nesta hora delicada e exigente, a CNBB conclama as Instituições e a sociedade brasileira ao diálogo. Na livre manifestação do pensamento, no respeito ao pluralismo e às legítimas diferenças, este momento poderá contribuir para a paz social e o fortalecimento das Instituições Democráticas.

Deus, que acompanha seu povo e o assiste em suas necessidades, abençoe o Brasil e dê a todos força e sabedoria para contribuir para a justiça e a paz. Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda pelo povo brasileiro.

Brasília, 12 de março de 2015

Dom Raymundo Cardeal Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida – SP

Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva, OFM

Arcebispo de São Luis do Maranhão – MA

Vice Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

Presidência da CNBB fala sobre o Sínodo e Eleições

A vida da Igreja e a vida política do Brasil terão momentos importantes no mês de outubro, segundo o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis. A 3ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos e as eleições foram os temas tratados na entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira, 25, na sede da Conferência, em Brasília (DF), após o encerramento da reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep).

 Família

“Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização” será o tema da 3ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, a primeira no pontificado de Francisco, que acontecerá no Vaticano, de 5 a 19 de outubro. Para dom Damasceno, a família passa hoje por grandes desafios e a Igreja busca, por meio de sua reflexão “ajudar as famílias a viverem sua vocação tão bela, como uma vocação para o amor, fundamental para a Igreja e para a sociedade”.

Ele explicou o processo de preparação para o encontro. Primeiramente, foi enviado às conferências episcopais um questionário sobre a realidade das famílias. Num segundo momento, após as respostas, o resultado foi devolvido para o Vaticano. Lá foi preparado, a partir das realidades verificadas, o documento de trabalho, chamado de Instrumentum Laboris. Durante a Assembleia, haverá aprofundamento do tema, como preparação para a segunda etapa do Sínodo que acontecerá em 2015, quando será elaborado um documento final.

Dom Raymundo foi nomeado pelo papa Francisco como presidente-delegado do Sínodo, responsável por coordenar as  atividades na ausência do pontífice. Também foram nomeados para este mesmo serviço os arcebispos de Manila, nas Filipinas, e de Paris, na França. Além do cardeal Damasceno, mais três cardeais brasileiros estarão presentes na Assembleia Extraordinária:  o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, cardeal João Braz de Aviz; o arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer; o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), cardeal Orani João Tempesta.

Foram convocados ainda o eparca da Eparquia Maronita de Nossa Senhora do Líbano (SP), dom Edgard Amine Madi, e o casal responsável pelas equipes de Nossa Senhora da super-região do Brasil, Arturo e Hermelinda Zamberline. Serão 191 padres sinodais e 62 participantes entre especialistas, auditores e delegados fraternos.

Eleições

No contexto do pleito eleitoral do início de outubro, dom Damasceno recordou duas iniciativas importantes da CNBB para o que considera uma “ocasião ímpar para o cidadão exercer seu direito de escolher os representantes que vão administrar o país”.

O debate com os candidatos à Presidência da República, promovido pela CNBB e realizado pela Rede Aparecida de Comunicação, foi transmitido pelas emissoras de rádio e televisão de inspiração católica. Para para o cardeal  tratou-se de “um espaço democrático no qual os candidatos puderam apresentar suas propostas e também responder às interpelações de alguns bispos e profissionais das mídias católicas”. “Com o debate o nosso eleitor pôde conhecer ainda mais um pouquinho cada candidato e suas propostas de governo”, considera.

O cardeal destacou saúde, educação, trabalho, família, a vida, a terra e a desigualdade social como elementos a serem observados na escolha do candidato. Ao recordar a mensagem “Pensando o Brasil – desafios diante das eleições 2014”, alertou que o eleitor não deve pensar em interesses pessoais ou de grupos, mas ter uma visão mais ampla dos grandes problemas do país e escolher o candidato que julgar ter mais condições de mostrar caminhos para responder o que o povo espera dos políticos.

“Com esse texto nós fazemos um apelo e convocamos os brasileiros para que exerçam o voto de forma consciente, pensando no bem da sociedade, pensando nas questões mais amplas do nosso país”, explicou dom Damasceno.

Consep

A reunião do Consep aconteceu nos dias 23 e 24 de setembro. Estiveram presentes a Presidência da CNBB e os presidentes das doze comissões episcopais de pastoral da entidade. Assessores dessas comissões e representantes das pastorais e organismos vinculados à Conferência também participaram do encontro.

Fonte: www.cnbb.org.br

Pastoral da Criança – Informativo Semanal

 

Pastoral da Criança Informativo SemanalA Pastoral da Criança apresenta semanalmente um tema sobre os cuidados com as gestantes e crianças de zero a seis anos. Acompanhe os destaques:
Ferias escolares

Férias escolares: tempo de diversão em família

As férias escolares são uma pausa na rotina diária e uma oportunidade para ficar mais com a família, brincar, fazer atividades diferentes e descansar. Nesta semana, a Pastoral da Criança apresenta algumas dicas para ajudar os pais a se organizarem durante esse período e sugestões de brincadeiras para aproveitar o tempo livre das crianças.

Leia mais…

Outros destaques:
Pele de bebe higiene e cuidados Pele de bebê: higiene e cuidados diários horta em casa Como fazer uma horta em casa Vacina direito da crianca Vacinação: direito da criança e dever dos pais
Ajude a divulgar o site da Pastoral da Criança. Saiba como em: http://www.pastoraldacrianca.org.br/divulgue

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CNBB publica Estudo sobre a participação dos leigos na Igreja e na sociedade

Foi publicado pelas Edições CNBB o texto de Estudos nº 107 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Tema prioritário aprovado durante 52ª Assembleia Geral da Conferência, realizada em Aparecida (SP), de 30 de abril a 9 de maio, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade” pretende animar o laicato na compreensão de sua atuação como sujeitos eclesiais nas diversas realidades em que se encontram inseridos. Ainda no título, encontra-se a passagem do Evangelho de São Mateus, que convida os discípulos de Jesus serem “Sal da Terra e Luz do Mundo” (cf. Mt 5, 13-14).

 O texto, baseado no método ver-julgar-agir, divide-se em três capítulos: “O Mundo Atual: Esperanças e Angústias”, “O Sujeito eclesial: Cidadãos, Discípulos e Missionários”, e “A ação Transformadora na igreja e no Mundo”.

De acordo com o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, os leigos são “mulheres e homens que ajudam na construção do Reino da verdade e da graça, do amor e da paz; que assumem serviços e ministérios que tornam a Igreja consoladora, samaritana, profética, serviçal, maternal”.

Para o bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, o texto de estudos quer restabelecer o sentido da vida e da existência. “Todo cristão leigo e leiga tem um papel decisivo também na Igreja, presente no seu testemunho de vida e coerência de se apaixonar por Jesus Cristo. E nesta paixão, neste amor, no seguimento a Ele, buscar também caminhos para transformar a sociedade”, afirmou.

A expectativa da Comissão Episcopal para o Laicato é que o texto seja estudado nas dioceses para receber novas contribuições e, depois, surja um documento que traduza a razão da presença dos leigos na Igreja e na sociedade.

A publicação pode ser adquirida pelo site www.edicoescnbb.com.br ou pelo televendas (61) 2193-3019.

Estão disponíveis no site da CNBB uma sugestão de estudo do texto e uma ficha de emendas para envio das contribuições.

Fonte: www.cnbb.org.br

Dom Eduardo Pinheiro convida a Igreja a celebrar um ano da JMJ Rio 2013

Dom Eduardo Pinheiro convida a Igreja a celebrar um ano da JMJ Rio 2013

O bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da ComissãoEpiscopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Eduardo Pinheiro da Silva, em sua carta mensal sobre a evangelização da juventude, convida a Igreja a comemorar um ano da realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013. O bispo também destaca a necessidade do acompanhamento aos jovens, feito por adultos,  chamado de ministério da assessoria. Ele lembra que esta é uma das urgências apontadas no Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, que aconteceu em dezembro de 2013. Dom Eduardo dá sugestões para suprir a carência na “quantidade e na qualidade” de acompanhantes e de assessores. “O clamor dos jovens por assessoria não pode ser mais ignorado ou minimizado. Que o nosso amor afetivo a eles potencialize nosso amor efetivo, encontrando soluções criativas para atender a esta urgência!”, alerta. Confira o texto na íntegra:


Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil 

“Enquanto conversavam e discutiam,

o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles.”

(Lc 24,15)

Somos, hoje, estes “discípulos de Emaús” do Evangelho de Lucas, alcançados diariamente pelo Senhor que nos orienta e nos fortalece no caminho… e no caminhar! É o Mestre que vem ao encontro da realidade dos seus discípulos, como fiel Acompanhante e exímio Assessor! Revigora nossas forças e nos enche de alegria, como fez ao nos proporcionar a JMJ Rio 2013, cuja festa de um ano celebramos neste mês de julho.

Elevamos aos céus uma grande Ação de Graças pelos frutos que a Jornada nos tem, ainda hoje, nos proporcionado: são inúmeros, como “as areias das praias do mar” (Gn 22,17)! Parabéns a todos aqueles, adultos e jovens, que não só acreditaram e se envolveram com este presente de Deus, mas aproveitaram para renovar seu amor à Igreja e seu compromisso pela causa juvenil.

O entusiasmo de muitos jovens nestes últimos tempos tem gritado aos nossos ouvidos, suplicando-nos a existência de mais adultos capacitados para acompanhá-los em sua busca de crescimento como discípulos missionários de Jesus Cristo. Eles, também, são aqueles “discípulos de Emaús” abertos a nós, adultos, que aceitamos ser embaixadores do Ressuscitado em suas vidas.

Vamos festejar este 1º ano de Jornada (cf. sugestão no site www.jovensconectados.org.br) comprometendo-nos a encontrar e capacitar mais adultos para o ministério da assessoria! Estamos convictos de que “na evangelização da juventude a assessoria deve constituir uma preocupação cuidadosa por parte de toda a Igreja, em todos os níveis”, mas é lamentável constatar que “a dificuldadeprincipal para evangelizar as novas gerações” tem sido “a falta de pessoas com perfil adequado para este ministério. […] Chama atenção a ausência de padres que abracem um trabalho de acompanhamento sistemático dos jovens. Os religiosos e leigos também estão muito distantes.” E queremos mais: queremos “resgatar no coração de todos a paixão pela juventude” (Doc 85, nos 203-205)! Quando uma pessoa, um ministro de Deus, um consagrado está apaixonado pelos jovens, ele é capaz de investir, de descobrir novos caminhos, de orientar com competência a vida das novas gerações a ele confiadas. Sem esta “paixão” não há solução! Em grande parte, a causa dos problemas dos jovens não está nos próprios jovens. Está em nós e em nossas estruturas que não os acompanham adequadamente nem valorizam seu protagonismo juvenil.

O Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, acontecido em dezembro passado à luz do Documento 85 da CNBB, destacou a 6ª. Linha de Ação – MINISTÉRIO DA ASSESSORIA  – como uma de suas urgências pastorais. E definiu, assim, para os próximos anos, as duas PISTAS DE AÇÃO:

  1. 1.      criar equipe de assessores em rede, garantindo a articulação, a capacitação, a animação e a formação contínua para assessores e acompanhantes;
  2. 2.      disponibilizar assessores como opção efetiva pelas juventudes.

Estas duas urgências nos chamam a atenção tanto para a capacitação dos vários assessores já existentes, quanto para a descoberta de novos adultos com perfil para esta missão. Onde já existam pessoas envolvidas neste serviço é necessário criar situação de encontro entre elas para a melhoria deste trabalho eclesial. Onde isto ainda não acontece, é necessário um posicionamento mais consciente e concreto que garanta convites explícitos e envolvimento de outras pessoas mais liberadas. O clamor dos jovens por assessoria não pode ser mais ignorado ou minimizado. Que o nosso amor afetivo a eles potencialize nosso amor efetivo, encontrando soluções criativas para atender a esta urgência!

Será que ainda não estamos suficientemente sensíveis aos sinais esperançosos de nossos jovens? Temos menosprezado a força juvenil diante dos desafios desta mudança de época? Os sinais dos tempos trazidos de maneira intensa pelos jovens são acolhidos e refletidos em nossos ambientes paroquiais e espaços comunitários? O distanciamento de tantos jovens que já estiveram conosco um dia (grupos, movimentos, catequese) não têm mais nos incomodado? Aos que têm apostado na juventude a Igreja agradece: “Obrigado aos irmãos bispos, aos sacerdotes, aos seminaristas, às pessoas consagradas e aos fiéis leigos que acompanham aos jovens (…) em sua peregrinação a Jesus”(Francisco, JMJ Rio, 25/07/2013).

Há tantas coisas que podemos fazer para suprir a carência na quantidade e na qualidade de acompanhantes e de assessores das novas gerações! Eis algumas sugestões:

1) definir em cada paróquia um casal (adulto ou jovem-adulto) que se responsabilize de maneira prioritária pela evangelização da juventude local;

2) promover anualmente um encontro dos responsáveis paroquiais das juventudes: assessores, catequistas, educadores, consagrados/as, pais e adultos ligados à Pastoral Familiar, Pastoral da Educação, Pastoral Vocacional, etc.;

3) criar e acompanhar a rede de assessores de jovens, para um melhor serviço a eles;

4) averiguar se os adultos que acompanham os jovens estão capacitados em: processo de educaçãona fé, projetos pessoais e grupais, cultura juvenil, espiritualidade, teologia etc.;

5) repassar material específico para a formação dos adultos, como, por exemplo os publicados pela CNBB: Documento 85, Estudos 76, Estudos 103, “Aos Jovens com Afeto”, Texto-base da CF 2013,“Civilização do Amor – projeto e missão” (CELAM);

6) investir nos assessores para que participem dos espaços formativos oferecidos pela CNBB (Curso EAD de Capacitação para Acompanhantes de Adolescentes e Jovens:  www.eadseculo21.org.br/ead ; Capacitação de Assessores: www.jovensconectados.org.br) e por aqueles Centros e Institutos que servem à Igreja nesta missão;

7) garantir que em cada grupo, movimento, atividade juvenil haja sempre a presença acolhedora, educativa e capacitada de assessores adultos;

8) descobrir e convidar novos assessores para exercerem este delicado e urgente ministério junto aos jovens e aos seus grupos;

9) liberar os assessores de jovens de outros encargos na paróquia;

10) garantir a estabilidade do assessor escolhido bem como a sua substituição periódica, evitando, com isto, tanto as mudanças frequentes, quanto a permanência por longo tempo.

Assessorados por Deus que prometeu estar conosco “até o fim dos tempos” (Mt 28,20), sintamo-nos comprometidos com a qualidade de vida de nossos jovens. Peçamos, portanto, ao Espírito Santo, sabedoria, ternura e criatividade aos pais junto aos seus filhos, aos professores com seus alunos, aos catequistas no meio dos catequizandos, aos párocos e consagrados entre os jovens.

Maria, que acompanhou do começo ao fim seu Filho, nos ensine, no meio dos jovens, a acolhê-los por vocação, a abraçá-los com carinho, a atendê-los em suas necessidades, a preocuparmo-nos quando eles ignoram nossos cuidados, a provocá-los à maturidade da missão, a acompanhá-los em sua via-sacra cotidiana, a chorar suas dores e sua morte, a permanecer fiel a eles mesmo quando não sabemos o que fazer aos pés da cruz, a acreditar em seus sonhos de vida nova e na sua capacidade de transformação.

Grande abraço, queridos apaixonados e apaixonadas pela nossa juventude!

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB

fonte: cnbb.org.br

Igreja de Roraima se posiciona contra Mineração e Hidrelétricas em Terras Indígenas

Mais uma vez a diocese de Roraima se posiciona à partir dos empobrecidos e laça nota à favor dos povos indígenas diante das ameaças da Mineração e Hidrelétricas em Terras Indígenas. Confira a nota na íntegra:

Fonte: cnbb.org.br

Diocese de Roraima divulga nota sobre Mineração e Hidrelétricas em Terras Indígenas

Em nota, a diocese de Roraima aborda a questão da prática da mineração e instalação de hidrelétricas em terras indígenas na região. De acordo com o texto, “os impactos ambientais desses grandes projetos são incalculáveis e irreversíveis, já suficientemente demonstrados por estudos científicos e pela própria experiência de projetos passados”. Leia, na íntegra, a nota.

Mineração e Hidrelétricas em Terras Indígenas

“A Igreja está na Amazônia

não como aqueles que têm as malas na mão,

para partir depois de terem explorado

tudo o que puderam”.

(Papa Francisco aos Bispos do Brasil, Rio de Janeiro,

27 de julho de 2013.)

 

O nosso país intensificou, nos últimos anos, uma política de crescimento econômico que passa pela exploração dos recursos naturais para a exportação. Este modelo econômico não é novo e já nos legou marcas de desigualdade social e de injustiça ambiental: os benefícios ficam na mão de poucos, enquanto os impactos e prejuízos, muitos deles irreversíveis, pesam sobre as costas de comunidades indígenas, camponesas, ribeirinhas e quilombolas; repercutem ainda no inchaço de muitas de nossas cidades. Mesmo não sendo um modelo novo, estamos assistindo a sua intensificação, fazendo lembrar as políticas do mal chamado “desenvolvimento”, que o Regime Militar impulsionou na década de 1970.

Tal realidade é mais gritante na região amazônica. Dezenas de projetos de médias e grandes hidrelétricas estão barrando o curso dos rios que formam a bacia amazônica. Do Teles Pires aorio Branco, do Madeira ao Tapajós e o Xingu, passando por outras barragens projetadas sobre rios amazônicos de países vizinhos, como Peru e Bolívia. Os impactos ambientais desses grandes projetos são incalculáveis e irreversíveis, já suficientemente demonstrados por estudos científicos e pela própria experiência de projetos passados. E os impactos sobre os territórios e a vida de tantas comunidades ribeirinhas e indígenas, considerando particularmente os povos indígenas isolados, serão gravíssimos.

Os grandes projetos hidrelétricos não são pensados para as comunidades e regiões locais. Respondem a interesses maiores, de grandes empresas nacionais e transnacionais e ao ídolo do crescimento macroeconômico que a miopia política insiste em perseguir. Hidrelétricas e Mineração sempre andaram juntas: todo projeto hidrelétrico abre a porta, favorece e alimenta os grandes projetos de mineração para exportação que rondam a Amazônia.

O Governo Federal propõe-se a multiplicar por quatro a exploração mineral em nosso país até 2030. No decorrer dos próximos anos, incrementará grandes projetos extrativos, razão pela qual se empenha, junto com o Congresso Nacional, pela aprovação do Novo Código de Mineração. Circula ainda na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1610/99.  Este Projeto de Lei visa regulamentar a mineração em terras indígenas, sem garantir salvaguardas sobre lugares sagrados nem medidas para proteger a vida das comunidades.

 A Amazônia, como se sabe, é região cobiçada pelos interesses minerários que reúnem grandes empresas transnacionais a setores políticos e econômicos de nosso país. Recordamos os 30 anos da exploração no Carajás como prova de que a mineração em grande escala traz consequências funestas: é um tipo de economia que absorve a maior parte dos empreendimentos econômicos sem conseguir diversificá-los  nem construir uma perspectiva de sustentabilidade na região. Provoca a chegada de milhares de trabalhadores, a criação espontânea de vilas e cidades e o acúmulo de toneladas de rejeitos. Não existem experiências bem sucedidas de políticas preventivas ao fim do minério. Quando a exploração mineira se esgota (muitas vezes antes do previsto), os impactos deixados se tornam irreversíveis e a recuperação social, econômica e ambiental fica comprometida.

A quem pode interessar um crescimento econômico assim? É este o desenvolvimento em que acreditamos, aquele que gera vida para todos e vida em abundância?

No mês de maio, povos indígenas de Roraima, Guiana e Venezuela, junto com o CIMI, o ISA e outros, reuniram-se na comunidade de Tabalascada no I Seminário sobre Mineração e Hidrelétricas em Terras Indígenas.  Nesse encontro, os povos indígenas levantaram sua voz firme e clara contra esses grandes projetos em seus territórios. “Para nós, o que tem importância é a terra, a vida, as florestas, os animais, a cultura, a tranquilidade e essa forma de vida garantida para nossas futuras gerações”, afirma o documento final do encontro. Do território guianense, 68%podem ser afetados por projetos de mineração e hidrelétricas. Na Venezuela, avançam as concessões de vastas áreas amazônicas do país para empresas chinesas, enquanto 90% dasterras indígenas ainda não foram demarcadas. O Brasil, além de encaminhar propostas legislativas visando permitir e facilitar esses empreendimentos nos territórios indígenas, já vem comprometendo recursos públicos (de todos nós!) no financiamento de grandes projetos em países vizinhos, como Peru, Bolívia e Guiana.

Os povos indígenas têm o direito de serem consultados e definirem livremente o caminho que querem seguir. Em uma Nota da Hutukara Associação Yanomami – HAY, Davi Kopenawa Yanomami afirma sabiamente: “Nós não somos contra o desenvolvimento: nós somos contra apenas o desenvolvimento que vocês, brancos, querem empurrar para cima de nós [..].Nós, Yanomami, temos outras riquezas deixadas pelos nossos antigos que vocês, brancos, não conseguem enxergar: a terra que nos dá vida, a água limpa que tomamos, nossas crianças satisfeitas”. Os Estados, por sua vez, têm o dever legal e moral de consultar os povos indígenas sobre quaisquer empreendimentos ou iniciativas legislativas que os afetem, e, em decorrência, respeitar assuas decisões.

 Os povos amazônicos são portadores de uma enorme contribuição para a vida e o nosso futuro. Sua profunda espiritualidade, sua relação com a Mãe-Terra, com as florestas,  os rios e todas as formas de vida com que convivem; seu impressionante acervo de conhecimentos aponta caminhos diferentes e humanizadores para todos nós.

Mineração e Hidrelétricas são faces de um projeto econômico que é lesivo não apenas para os povos indígenas, mas para toda a sociedade e o planeta. Agride a Vida e compromete as gerações que virão depois de nós. Como diz o Documento de Aparecida, conclusivo da V Conferência Episcopal da América Latina e do Caribe: “Nossa irmã a mãe terra é nossa casa comum e o lugar da aliança de Deus com os seres humanos e com toda a criação. Desatender as mútuas relações e o equilíbrio que o próprio Deus estabeleceu entre as realidades criadas, é uma ofensa ao Criador, um atentado contra a biodiversidade e, definitivamente, contra a vida”. (DAp.125).

Boa Vista-RR, 06 de Junho de 2014

Roque Paloschi

Bispo da Diocese de Roraima

Cimi entrega documento ao papa Francisco sobre violações aos direitos indígenas

O presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e bispo do Xingu (AM), dom Erwin Kräutler, foi recebido em audiência pelo papa Francisco, nesta sexta-feira, dia 4. Acompanhado do assessor teológico do Cimi, Paulo Suess, dom Erwin entregou um documento ao papa que trata das violações aos direitos indígenas no Brasil.

De acordo com o Cimi, foram apresentados ao papa casos de violência em que estão submetidos os povos indígenas. “Grupos políticos e econômicos relacionados com a agroindústria, a mineração e construtoras, com apoio e participação do governo brasileiro, tratam de revogar os direitos territoriais dos povos indígenas”, diz trecho do documento entregue ao papa.

Os representantes destacaram questões referentes a diversos povos indígenas brasileiros que tiveram terras invadidas, como os Tupinambá, no sul da Bahia; que sofrem sem assistência médica, como os índios do Vale do Javari, no Amazonas; e que são afetados pelos impactos de grandes empreendimentos, como o da Usina de Belo Monte, no Pará.

Atualmente, como explica dom Erwin, 519 empresas causam impactos a 437 terras pertencentes a 204 povos indígenas. “Muitos deles se encontram em grande risco de destruição por causa de projetos hidrelétricos, de mineração e desflorestamento causado pela criação de gado e plantação de soja”, conta.

Os representantes do Cimi entregaram ao papa publicações e estudos sobre as denúncias que levaram ao Vaticano.

Segundo dom Erwin Kräutler,o papa Francisco demonstrou atenção, preocupação e sensibilidade com as questões.

Conforme o Cimi, na Amazônia brasileira vivem cerca de 90 grupos em situação de isolamento, livres, sendo que no mundo esta é a região com a maior quantidade de povos ainda sem contato com a sociedade que os envolve.

Fonte: com informações do Cimi – cnbb.org.br

Cultura Vocacional: Prelazia envia Pe. José Lauro para Formação em Brasília

Pe. José Lauro representou a Prelazia de Lábrea na 3º Semana Vocacional Missionária em Brasília. Diante de apelo da Igreja, a Prelazia através do Serviço de Animação Vocacional busca proporcionar nas comunidades, espaços de discernimento vocacional para crianças, jovens e adultos. Confira abaixo a publicação do site cnbb.org:

Cultura vocacional é tema de formação no CCM

O Centro CulturalMissionário (CCM), a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada realizaram,  de 24 a 28 de março,   a 3ª Semana Vocacional Missionária para animadoras e animadores vocacionais. O evento teve como objetivo qualificar os serviços de animação vocacional frente às mudanças socioculturais na sociedade e na Igreja no Brasil.

 Mais de 50 pessoas de diversos lugares do Brasil, entre padres, religiosas, religiosos e leigos, participaram do encontro. De acordo com organizadores, “a 3º Semana Vocacional Missionária quis construir uma cultura vocacional, como expressão de uma Igreja em permanente estado de missão”.

O diretor do CCM, padre Estêvão Raschietti, apresentou o tema “Igreja em estado permanente de missão: contexto para construir cultura vocacional”. Raschietti salientou a importância da dimensão missionária e peregrina da Igreja. “Deus continua chamando, é Ele que faz a missão”, afirmou.

“Teologia e espiritualidade para uma cultura vocacional missionária Latino-americana” foi o tema desenvolvido, no dia 26, pelo assessor da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, padre Valdecir Ferreira. “Caminhos e orientações pedagógicas para a Pastoral Vocacional Missionária” foi outro tema abordado pela irmã Nilza Fátima de Moraes durante o evento.

No último dia do curso, os participantes traçaram propostas concretas de ação para o trabalho vocacional missionário aplicadas à realidade de cada um dos presentes.

Fonte: CNBB / POM