17 de Junho de 2017

“Sobre asas de águia”

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Em vosso caminho, anunciai:
O Reino dos Céus está próximo’.

Curai os doentes, ressuscitai os mortos,
purificai os leprosos, expulsai os demônios.
De graça recebestes, de graça deveis dar!

A memória cordial desempenha um papel importante no seguimento de Jesus de Nazaré,  pois é através dela que a chama da fé persevera, insiste em permanecer acesa. Esta memória do coração motiva à ascese, dá sentido aos sacrifícios e mortificações,  enfim, revigora a esperança.

Aqui pregamos não uma mera nostalgia,  mas o kairós norteador da experiência pessoal com Jesus Cristo. O anúncio do Reino não nasce de um imperativo,  mas de uma relação,  pautada na liberdade, na transparência,  na comunhão de almas.

É nesta relação pessoal com Jesus Cristo, o Emanuel,  que as doenças da alma são diagnosticadas. Na casa de cura encontramos o Grande Pajé que nos mostra as ervas daninhas e medicinais presentes em nova vida. A cura se inicia no discernimento e na coragem de arrancar as ervas daninhas que sufocam e nos impedem de frutificar. Assim, aprendemos a gostar das ervas medicinais,  que geralmente são amargas,  e com elas curamos a alma para um seguimento livre e fecundo.

A vida em Cristo é construída com a nossa ressurreição de cada dia. Acordar e tomar a decisão de ser renovado,  com o auxílio da graça, perdoar, perdoar e perdoar.  Em cada perdão, uma ressurreição,  em cada reconciliação,  um degustar da salvação.

Existe em nós uma lepra espiritual,  aquele que expõe nossas chagas, pecados e limitações. Ela destrói a estima e causa uma depressão existencial. Quando nossos pecados e limitações são expostos à luz do meio dia, necessitamos, mais do que nunca, receber o abraço misericordioso de Jesus e ali, tomar consciência que eu não sou um chaga, e sim alguém chagado, que busca incansavelmente vencer o pecados e inclinações que causam estas feridas.

Quando éramos inimigos de Deus,
fomos reconciliados com ele pela morte do seu Filho;
quanto mais agora, estando já reconciliados,
seremos salvos por sua vida

Renunciar ao mal, expulsar os demônios,  com a força do jejum, dos sacrifícios,  da oração, da santidade de vida. O simples fato de não perdoar já alimenta os demônios que nos rodeiam “como leão que busca sua presa”, como nos lembra São Pedro. A vida espiritual é uma constante batalha e aqueles que assumem a vocação com convicção são os mais tentados, pois o Mal sabe que são estes que se deixam guiar pelo Espírito na construção do Reino.

Tudo o que somos e temos é graça,  dom. Que a memória afetiva do primeiro amor sustente os discípulos missionários de Jesus neste tempo presente onde o Mal, infelizmente,  arma seu circo: guerras, fome, epidemias, mudanças climáticas,  corrupção,  drogas, fundamentalismo religioso etc.

Vistes o que fiz aos egípcios,

e como vos levei sobre asas de águia

e vos trouxe a mim

“Sobre asas de águia” nos encontramos, é esta a nossa vocação. A humanidade rasteja pois esqueceu este dom. Rezemos pelas vocações,  afim de que o Espírito posso suscitar em todas as comunidades humanas do planeta, mulheres e homens transbordantes em bondade.

Por pe. Éder Carvalho Assunção. Missionário da Prelazia de Lábrea no Corno da África [email protected]

Uma leitura Orante :

Leituras do Dia

www.prelaziadelabrea.org.br

 

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