30 de Abril de 2019

Celebração do 34º ano do Martírio de Irmã Cleusa

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A Paróquia Nossa Senhora de Nazaré – Prelazia de Lábrea, celebrou o 34º ano de morte da Missionária Agostiniana Recoleta Irmã Cleusa Carolina Rody Coelho, que foi assassinada em Lábrea – AM no dia 28 de abril de 1985 em defesa da justiça e da paz pela causa dos povos indígenas.
Todos os anos se realiza no dia 28 de abril uma caminhada de oração que sai desde a Catedral Nossa Senhora de Nazaré, no centro da cidade e segue até a Igreja Nossa Senhora de Fátima, no bairro de mesmo nome, onde se encontram sepultados os restos mortais da religiosa desde a abertura do seu processo de canonização no ano de 1991, e lá se celebra a Santa Missa em memória de sua entrega e doação até as últimas consequências.
Nos últimos anos vem se realizando nos dias 25, 26 e 27 de abril um tríduo de oração em preparação para a caminhada de oração e missa em memória de Irmã Cleusa. Assim, em todas as comunidades da paróquia de Lábrea durante os três dias celebram-se inspirado nas páginas da sua vida: o seu sim generoso à Vida Religiosa Consagrada; as virtudes com as quais manifestou o amor e a ternura de Deus para com os mais pobres e desvalidos; e a sua morte como consequência da opção pelos prediletos de Deus que recorda uma de suas frases que diz: “Comprometer-se com o índio, o mais pobre, desprezado e explorado, é assumir firme a sua caminhada, confiante num futuro certo e que já se vai tornando presente nas pequenas lutas e vitórias… Vale arriscar-se!”.
As Missionárias Agostinianas Recoletas presentes em Lábrea e em comunhão com toda a congregação em vários países celebram unidas à Prelazia de Lábrea e acompanham todas as expressões de carinho e afeto manifestados pelo povo em memória de Irmã Cleusa.
Este ano, considerando a causa de sua morte pela justiça e o direito dos povos indígenas da região, num conflito entre indígenas apurinãs, e o cenário nacional e os retrocessos no que dizem respeito aos direitos indígenas adquiridos e conquistados com muitas lutas e derramamento de sangue, refletiu-se durante a 34ª Caminhada de Oração o tema: “Irmã Cleusa e a causa indígena”.
Houve grande participação dos fieis na caminhada que levavam faixas reafirmando o compromisso da Igreja com a causa dos povos indígenas. A missa campal que aconteceu em frente a Igreja Nossa Senhora de Fátima foi presidida por Dom Santiago Sánchez, bispo da Prelazia de Lábrea, concelebrando com todo o clero da paróquia. Durante a celebração houve homenagem com encenação e coreografia organizada pela Juventude Missionária da Paróquia e um testemunho de graça alcançada.
Ainda nessa celebração a paróquia aproveitou para homenagear e despedir-se do Frei Refúgio González Escobar que depois de um breve tempo de seis meses como pároco de Lábrea deixa a paróquia por motivos de saúde e segue para uma nova missão no México, sua terra natal.

TEXTO: Marcelo Viana

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